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Explora Faz Acreditar, Quando e outros!

Há algo de imutável na tua expressão que me assusta e faz acreditar que hei-de estar dentro do banco quando o assaltares.

Farei tudo o que puder para que ao saíres não me vejas à tua porta e quando entrares penses que acabei de chegar.

Por isso deitas cordas ao mar, quando a noite cai, para não deixar as memórias à deriva.

Antes que fujam ao olhar, vem ver, meu amor, as promessas de amanhã que este ano tem para nos dar.

Sonhei o teu xaile preto semeado na areia da praia e o teu nome soletrado nas ondas do mar.

Havemos de avistar o mar, lá longe depois desta terra toda. Depois havemos de ser tudo outra vez. Depois.

Esse mar desfolhou-se em vento e veio bater à tua porta. Não abras, que enches os olhos de sal.

Apareces sempre no fim das minhas frases, de olhar exclamado.

Do lado de lá da janela da manhã, uma certa lei das probabilidades resumiu-se num artigo único, indefinido.

No tempo em que o amor não fazia greve e eu era sempre teu, sempre teu, sempre teu.